quarta-feira, 26 de agosto de 2009

energia gracinha.


Tá bom, eu acabei de assistir Medo e Delírio em Las Vegas do Terry Gilliam e estou estatelada. Estava na minha lista de filmes brilhantes que ainda não havia assistido. O jornalismo gonzo do Hunter Thompson e a sua viagem alucinada pra Vegas com o seu advogado samoano. E se você nunca teve uma viagem de ácido que valesse a pena, não assista que não vai entender nada. Uma mescalina, cocaina, heroina e uma arma na mala também pode te ajudar a saber do que to falando. Dedico a todos aqueles que atravessaram a fita crepe.
Meu fim de semana passado ainda não terminou. Mas não significa que parei de procurar emprego. Ei, você, estou procurando um bom emprego. Aprendo rápido o que não sei. Voltando ao fim de semana que começou na nossa festa no Vegas e que foi cheia de surpresas e presenças da minha amigas mais ilustres e belas, Vivi, Adriana, Marina, Vic, o Caio, o Marcinho, Cachinhos e claro, a Nega que tava no lineup. De lá fomos ouvir discos de vinil porque era a única mídia que tocava na casa da Ale que era na Augusta e traçamos uma garrafa de Ballantines. Continuamos ma minha casa com Abba e o começo do punk do Brasil. Nada a ver uma coisa com a outra? Foda-se. A gente é da disco e somos amigas dos punk do abc, if you know what i mean. Eu digo Botinada , o documentário do início do punk no Brasil, que mostra o festival O começo do fim do mundo no Sesc Fábrica Pompéia em 1983, e que provavelmente me afetou pro resto da vida, afinal eu tinha sete anos e morava no mesmo bairro. E eu pergunto quem é você no Clã dos Restos de Nada? Isso ja era domingo de noite. Depois de um macarrão a bolonhesa na segunda a tarde, a noite de uma semana memorável começa jantando com seus amigos adoráveis em um restaurante que tem o melhor tentáculo grelhado de polvo do mundo, não que eu tenha comido muito tentáculo de polvo pelo mundo. Mas o negócio é que esse tentáculo só acabou na terça feira de noite depois de duas garrafas de vinho tinto, mais umas duas de vodka, mais uma de vinho branco, alguns copos de raki com a Luma na madrugada ja não me lembro de qual noite ao certo e uma festa de rock que tinha o Tibira, o primo, as mina, os italianos e muitas questões existenciais que nada como um bom dia de porre com a Visu e a Nega não resolvam. No meio disso tudo eu tento criar um novo myspace, entregar dez novos podcasts, formalizar uma reclamação contra meu vizinho de baixo antes que ele a formalize antes de mim, dedetizar a casa, levar os gatos daqui, visitar o Ozzy na minha mãe e . procurar um emprego. Pode ser de repórter gonzo. To aceitando.

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"We had two bags of grass, seventy-five pellets of mescaline, five sheets of high-powered blotter acid, a saltshaker half-full of cocaine and a whole multicolored collection of uppers, downers, laughers, screamers . . . Also, a quart of tequila, a quart of rum, a case of beer, a pint of raw ether and two dozen amyls. Not that we needed all that for the trip, but once you get into a serious drug collection, the tendency is to push it as far as you can. The only thing that really worried me was the ether. There is nothing in the world more helpless and irresponsible and depraved than a man in the depths of an ether binge and I knew we'd get into that rotten stuff pretty soon . . ."
Hunter Thomposon -Fear and Loathing in Las Vegas, 1971


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meu sonho é escrever como ele.

ei você aí do pacífico! que escreve molesquines pequenos onde não se cabem estórias grandes. não se iluda com a grandeza literária de outros. você continua sendo meu melhor escritor preferido do mundo todo.

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2 comentários:

thiago disse...

até amanha preciso da resposta do piano!
vamos comprar no domingo..

=*

ei disse...

deu muita vontade, acho que vou ver o lear and floating in las bregas de novo hoje.