domingo, 18 de maio de 2008

Minha cama era Lilliput.



Não me lembro quando começou essa história de não dormir de noite. Lembranças antigas me remetem ao apartamento da Caraibas quando minha mãe punha todo mundo na cama as 8 da noite. Sem choro nem vela. Ai de quem desse um pio. Ai de quem acendesse a luz. Tinha a brincadeira de adivinhar o que o outro tava pensando, umas palhaçadas do meu irmão e eles dormiam em 10 minutos. Eu não. Nem eu nem a turma dos pequenos que moravam em baixo dos lençois. Era um mundo meio Gulliver e eu era a gigante. E é claro que eles despertavam na hora que eu deveria dormir. Nunca faltava assunto. Nem aventura. Eles iam comigo quando eu dormia fora de casa. Mas eles duraram até a casa da Cajaíba. Depois da mudança lá pelos idos de 80 nunca mais tive notícia. Acho que não gostavam da casa. Devem morar até hoje entre as estruturas do predinho de 3 andares azul e branco tentando convencer crianças que existe um mundo além das regras da sociedade que seus pais te obrigam a seguir. Imagino se envelheceram, se usam as mesmas roupas de João Pé de Feijão com as botinhas do gato de Botas e se ainda carregam a cordinha que amarravam nas minhas pernas e braços de criança todas as noites.
Mas não era sobre isso que queria escrever. Era sobre porque não consigo dormir de noite e porque detesto acordar cedo. Falo sobre isso outro dia. Esse texto ficou lúdico demais. Não quero estragar.

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2 comentários:

SUPERBEAT disse...

faltou vc msm na nossa rodinha geriátrica....kkkkkkk.....adorei o texto.....e as letras maiúsculas......saudades......=)

ei disse...

lillipoti.